Os Heróis do Incêndio no Edifício Andraus - 1972
O ocorrido no edifício Andraus naquele dia 24 de agosto de 1972, é de arrepiar até os dias de hoje.
“Esta fotografia é a mais bela, principalmente, porque após quinze dias deste feito o soldado bombeiro, que nela aparece, morreu, quando o caminhão dos bombeiros em que viajava capotou quando ia para os lados de Osasco socorrer vítimas de incêndio.” — “Comandante” Sayão, piloto de helicóptero na ocorrência.
Causas
Uma falha elétrica provoca um incêndio que, em poucas horas, consumiria todo o Edifício Andraus, um imponente prédio comercial de 32 andares, situado na Av. São João, região central da cidade de São Paulo.
O fogo, que teve início no segundo andar, alastrou-se rapidamente para os pisos superiores, apesar da ação dos bombeiros. Em pouco tempo, as chamas bloquearam as rotas de fuga e prenderam a maioria das pessoas, que, para escapar da fumaça, correram para a cobertura do edifício.
Os Impactos da Tragédia

Uma ocorrência que mudou a história da prevenção contra incêndio e pânico no Brasil. Mas foram necessários mais dois anos e mais um incêndio dantesco no Edifício Joelma, em 1 de fevereiro de 1974 (com 187 mortes e mais de 300 feridos) para que enfim, surgisse a primeira legislação oficial, relacionada a prevenção e segurança contra incêndio e pânico no Brasil — o decreto 10.878 de 1974 do município de São Paulo.
Outra situação colocada em evidência pela tragédia, foi o reconhecimento das limitações das respostas por aeronaves das forças de segurança. Foi estimulada a construção de helipontos nos prédios da cidade e nos principais hospitais.
As Vítimas Salvas
Foram registradas 16 mortes e 330 feridos. O fato de termos um número de mortes reduzido em relação à quantidade de feridos se dá, sem dúvidas, por aqueles heróis de outrora, que atuaram com excelência, ainda que estavam apenas cumprindo seu dever de Bombeiro Militar.
“Quando cheguei no Edifício, que estava todo em chamas, peguei uma corda de salvamento de 30 metros, subi no 13º andar do Edifício Palladium, ficava ao lado, e montei uma rota de fuga esticando-a até o 13º andar do Andraus.” — Primeiro-tenente Clóvis Setti de Almeida, primeiro bombeiro a entrar no incêndio do edifício Andraus.
São homens que fazem parte da história do bombeiro, nossos verdadeiros heróis. A tragédia do Andraus foi na época, a primeira grande tragédia transmitida ao vivo pela televisão brasileira, e as cenas horríveis de pessoas se jogando das janelas do edifício chocaram o Brasil e o mundo.